quinta-feira, 14 de abril de 2011

É estranho escrever sobre a DOR.

Todos a sentem sejam físicas ou emocionais, porém prefere-se não falar sobre ela. Comigo também não é diferente. É fácil falar sobre o tempo, idealismos ou abstrações. Mas sobre a dor, eu não falo, ou melhor, não escrevo. Não consigo traduzir com letras um sentimento assim. Há quem diga que dor não se escreve apenas sente. Mas se podemos sentir, também podemos tentar externá-la, não é mesmo? A dor que eu falo é pior que a dor física. Dói mais que alguém bater em seu rosto, dói mais do que ser cortar. A dor maior que eu cito, é a perda. Perder alguém, mais precisamente. Não, não estou falando de paixonites ou relacionamentos. Eu falo é de afetividade. Carinho. Ternura. O cuidado e a simplicidade. E no lugar de todos esses, aprender a se conformar com a saudade. Ela vem a qualquer hora, em qualquer momento, traz lembranças doces e engraçadas e mesmo assim doídas. Não que a saudade seja uma coisa ruim, de jeito nenhum, mas às vezes ela é grande demais e parece que não dá pra aguentar... E então de novo a DOR... O aperto no peito, o nó na garganta, o choro incontido. Eu vou ficando por aqui... Como disse agora a pouco "ela é grande demais e parece que não dá pra aguentar"...
Ps: Definitivamente, ainda não aprendi a escrever sobre a dor ...
Dedicado as minhas maiores SAUDADES.

Iracilda Figueredo * 1935  2011
Amanda Reis * 1929  2011

“Cedo ou tarde, a gente vai se encontrar, tenho certeza numa bem melhor .”

Um comentário:

aline disse...

ador ñ éfacil mas temos que aprender a conviver com elaaa.
bonita homenagem.

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